Ativo de uma empresa, qual o mais importante? Antes, para que todos possam estar alinhados, vale o esclarecimento do que seja um ativo. Sob a ótica contábil, origem do termo para a vida corporativa, classifica-se no ativo as propriedades de uma empresa. Bens numerários, aplicações, créditos com clientes, bens móveis e imóveis etc.
Para que não nos percamos, retornemos com a questão: ativo de uma empresa, qual o mais importante? Caros, ao longo dos tempos esta resposta foi sendo alterada. Podemos iniciar pela sede da empresa. Quem tinha “sede própria” fazia questão de indicar isto em suas comunicações publicitárias, pois agregava seriedade e solidez à empresa. Com o tempo, foi variando, passando pela carteira de Clientes, Domínio de Tecnologias, Parcerias internacionais etc.
Esta discussão cessou há poucos anos, tornando-se reconhecido como o ativo mais importante: a equipe. Sendo inconteste essa afirmação, tem de se estudar quais seriam as melhores formas de fidelizar a relação com nossos colaboradores. Há muito por fazer sem sombra de dúvida. Planos de aposentadoria, diferencial em planos de saúde, suporte à educação continuada, ações voltadas à sustentabilidade que façam orgulho aos colaboradores. Sim, isto tudo e muito mais. Há, porém um dado que foi, é e será sempre um pólo de atração e de retenção de colaboradores: A remuneração diferenciada.
Claro, dirão os precipitados, quanto maior a remuneração, maior a atração, porém maior o custo! E, por esta linha de raciocínio, maior remuneração menor lucro ou até mesmo prejuízo. As questões que se apresentam, pois são: - Como é possível motivar as equipes de trabalho sem aumentar os custos fixos e encargos? É possível alinhar retorno financeiro com satisfação e retenção de talentos?
A resposta já adotada por muitas empresas é a Participação em Lucros e Resultados – mais conhecida pelas iniciais PLR – que remunera sem agregar encargos sociais. Este sistema remunera pelo resultado ou o lucro obtido pela equipe ou, por outra análise, PREMIA o resultado positivo obtido. Um subproduto deste programa, em tempos de ultra competitivo ambiente de negócios com que nos deparamos na atualidade, é o engajamento dos colaboradores às metas estratégicas da empresa. Consiste no principal diferencial para a conquista de resultados positivos.
Uma ressalva de fundamental importância a ser feita: não há programa de remuneração padrão. Por outra, não há PLR de “prateleira”. Copiar planos de sucesso em outras empresas é iniciar o fracasso. Necessidades específicas motivaram aquelas empresas na elaboração daquelas metas.
Pagar PLR sem contrapartida é outro dos erros que comumente vemos. Há que se criar metas e objetivos a serem perseguidos, associando-os à remuneração. Dessa forma os programas devem ser revistos a cada ano, ou até mesmo semestralmente, privilegiando os objetivos estratégicos do período.
Melhor remuneração da equipe, associando-a a resultados a serem perseguidos, certamente redundará em melhor resultado para a empresa e melhoria de remuneração ao acionista. Assim, remunerar melhor a equipe pode agregar retorno ao acionista!
Ari Marques
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Professor do INPG
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