O fato mais significativo que estamos vivendo neste momento é a queda das fronteiras: políticas, econômicas e mentais.
Estamos vivendo uma dramática mudança de valores. Não são apenas as marcas que se tornam mundiais. Poder comer um Mac Donald’s em Moscow, Pequim, Nova York ou São Paulo, já não é novidade, mas viver como um verdadeiro cidadão do mundo, dominando linguagens de acesso (inglês, espanhol, informática), entendendo as diferentes culturas e circulando com naturalidade em ambientes estranhos, consiste em um desafio extraordinário.
A dualidade de nosso momento histórico, onde temos o pensamento analógico (antes do advento da TV, computador, celular) e o digital (depois de tudo isso), impõe a necessidade de ter uma capacidade de adaptação além da rotina.
Já foi dito que tudo é mudança, entretanto nossa velocidade para assimilar o processo parece sempre defasada em relação à informação e às oportunidades.
Onde está o atalho que pode nos permitir o just in time da informação?
Esqueça o stress da onisciência, não se pode saber tudo. Temos é que saber ONDE buscar a informação quando precisarmos dela. Desenvolver uma ampla rede de contatos, ter chaves para acessar diferentes áreas de conhecimento, trabalhar com o mais valioso material de informação existente: o ser humano.
Aí entra a habilidade que diferencia os que dão certo e os que nem tanto, a capacidade de liderança. Liderar significa dominar a arte de trabalhar sinergicamente com outras pessoas. Está muito além do arcaico conceito de coordenar ou conduzir equipes. Temos que nos tornar parte integrante e produtiva do time que lideramos. E dentro dos novos paradigmas, estes times estão em toda parte, e vão se reformulando como num jogo virtual. Saber mesclar corretamente diferentes habilidades e personalidades, em ambientes competitivos, com pressões de prazo e mercado, manter o astral elevado e alcançar resultados eficazes é o moderno conceito de liderar.
Os líderes deste novo milênio não nascem prontos, são forjados a partir de uma variada e pertinente experiência prática, sintonizada com as necessidades do mercado e com um consistente projeto de educação continuada.
Aliás, educação é a palavra chave dos que impõe mudanças ao invés de serem arrastados por ela. E a pergunta para reflexão: “Se o que você ainda não sabe fazer, já é tão importante hoje, imagine daqui a um ano?”
Como disse Hammer, não podemos prever o futuro, temos que nos preparar para um futuro que não pode ser previsto.
Dulce Magalhães
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Educadora, pesquisadora, escritora e palestrante.
Ph.D em Filosofia pela Columbia University. Prof. de cursos de pós-graduação e do INPG.
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