Mente Humana: O bem mais valioso
As informações são produzidas numa velocidade imensurável. A necessidade de adequação, transformação e produção de informações frente ao mercado são ações constantes tanto no meio empresarial, quanto no educacional. Para que a qualidade informacional seja produzida em tempo real, não bastam profissionais graduados, é necessário dispor de um bom potencial criativo e tecnológico. Para isso, é indispensável às Instituições de Ensino Superior (IES), bem como as instituições de ensino fundamental e médio se ajustarem as novas necessidades, e motivar futuros profissionais criativos.
A criatividade não é um dom ou um talento que poucos privilegiados recebem, todos possuem um potencial criativo, no entanto, precisa ser constantemente desenvolvido. A criatividade é o resultado natural do processo do pensamento humano. Não é por menos que somos os únicos seres vivos dotados deste potencial. Com uma capacidade infinita, a mente humana é sem dúvida alguma, o patrimônio mais valioso. Patrimônio esse, que é muito mais valorizado quando aliado a uma formação contínua, flexível e de qualidade. Discorrendo sobre as tendências profissionais, Wilmar Cidral, gestor educacional do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG) nos faz refletir com seu artigo “O futuro não é daqueles que sabem, mas daqueles que aprendem”.
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Nicole da Rosa Gomes
Editora Newsletter Sustentare
Joinville - SC
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INPG Educacional
Fone: 47 3433-4950 joinville@inpgeducacional.com.br
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O ambiente competitivo e as profundas e aceleradas mudanças que passa o meio acadêmico, corporativo e pessoal, em virtude da globalização e da inserção do Brasil na sociedade do conhecimento, leva a uma nova postura dos profissionais. O impacto destas mudanças afeta a realidade complexa da sociedade, bem como a totalidade da estrutura empresarial e caracteriza-se pela capacidade de gerar, armazenar, processar, recuperar e disseminar informações. Os negócios estão mudando para uma economia baseada em serviços e informação, na qual pessoas altamente habilitadas e um forte suporte tecnológico serão, cada vez mais, fatores críticos de sucesso empresarial.
A sociedade do conhecimento requer necessidades e características diversas daquelas da era da industrialização. A economia de mercado cada vez mais competitiva faz com que o homem moderno busque preparo gerencial diferente, aliado aos novos valores. As organizações estão inseridas numa economia global que cria e distribui informações. Os empresários se deparam com novas tecnologias, exigindo padrões superiores na gestão dos negócios, tornando obsoletos os processos tradicionais de gerenciamento.
O tema da qualidade do ensino está na ordem do dia e a educação pós-graduada não deve ser submetida à engrenagem credencialista, nem tão pouco a um progressivo e asfixiante processo de formalização, quanto ao comando do seu desenvolvimento. Com base nas constantes e necessárias revisões quanto à sua atuação, as Instituições de Ensino Superior (IES) devem se ajustar a novos compromissos e modelos. Terão que implementar estratégias que estejam alinhadas ao próprio estágio de desenvolvimento sócio-cultural e econômico da região.
As empresas enfrentam atualmente um mercado em rápida transformação, cuja dinâmica empresarial, exige um senso aguçado em explorar oportunidades. Somente as empresas organizadas como um conjunto de negócios, comandadas por executivos e/ou gerentes empreendedores, terão condições de explorar tais oportunidades. Por outro lado, a grande maioria das IES está distante de formar um gestor que esteja alinhado às novas necessidades empresariais.
Todo processo de ensino/aprendizagem (curso, currículo, malha educacional, programa, aulas e professores) é aprisionado por procedimentos burocráticos que liquidam com o desenvolvimento da criatividade, da reflexão e da apreensão crítica. Os cursos superiores voltados para negócios / administração e programas de capacitação, na sua grande maioria, não estão levando em conta aspectos como:
- Alto grau de interação dos funcionários necessita de fortes habilidades interpessoais;
- Maior dependência do funcionário para ser responsável pela sua própria qualidade;
- Pessoas preparadas para a mudança; e
- Alta dependência de tecnologia necessita conhecimento e habilidade significativamente maiores.
A era da informação é implacável, valoriza por demais quem estuda mais. Quem não tem instrução sofre com esta situação. No que diz respeito aos salários, os efeitos da educação são evidentes. Cada vez que uma pessoa completa uma etapa de estudo, sua remuneração aumenta em 50%. O maior salto se dá com o diploma de um curso superior. De acordo com os dados do IPEA, os profissionais de nível universitário ganham em média 128% mais do que quem fez somente o colegial.
A flexibilidade nos programas e cursos devem evoluir para uma realidade tal, que os créditos educacionais serão ganhos na medida em que o aluno avançar no processo acadêmico, podendo mudar o seu perfil profissional de acordo com a demanda do mercado, suportada por uma ágil oferta educacional. Por isso, fica evidente que o futuro não é daqueles que sabem, mas daqueles que aprendem. A educação será ininterrupta, mudando continuamente, reciclando conceitos, abrindo novas possibilidades, ampliando o campo do saber.
Wilmar Cidral
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Gestor Educacional do INPG - wilmar.cidral@inpgeducacional.com.br
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