11 Julho de 2006 . Joinville
Responsabilidade Social Empresarial:
planejamento e medição fazendo diferença.


PARA TRANSFORMAR NÃO BASTA INVESTIR

Diante do cenário nacional, os investimentos em responsabilidade social empresarial estão cada vez mais inclusos nas práticas modernas de gestão corporativa. A necessidade da sociedade brasileira e a importância desses investimentos como agente efetivo de transformação social são indiscutíveis; mas, a real eficácia é no mínimo questionável. Ainda assim que já se tenha provado seguramente os ganhos corporativos com esses investimentos, para muitos investidores, a prática não passa de mais uma tendência de mercado, para outros, os resultados dos benefícios e transformações geradas na sociedade ficam minimizados em meio a números, valores de investimento e quantidade de beneficiados. Se o objetivo é transformar a realidade social, o planejamento de investimentos, o monitoramento e a aferição de resultados são indispensáveis para que objetivo seja cumprido e a mesma iniciativa sirva como ferramenta de comunicação corporativa. Sobre essa prática, a professora do INPG e cientista social Cristina Panella elaborou o artigo “Responsabilidade Social Empresarial: planejamento e medição fazendo diferença.


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Nicole da Rosa Gomes
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Responsabilidade Social Cada vez mais, coloca-se para os investidores com responsabilidade social corporativa, a necessidade do planejamento de suas ações: Que frentes escolher? Que projetos apoiar? O que esperar como resultados? Como as ações de responsabilidade selecionadas agregam valor à marca da empresa?

Após a fase inicial - caracterizada como filantropia - e a seguinte, onde se cunhou o termo de responsabilidade social, marcado pela tomada de consciência das empresas sobre seu papel como agente transformador na sociedade em geral, assistimos à consolidação da responsabilidade social empresarial. A partir daí, cada um dos termos passou a fazer sentido: social porque atinge a sociedade como um todo, e empresarial porque deve ser impulsionada pelas áreas de competência das empresas. Desta forma, as empresas atuarão como agentes efetivos de transformação social.

Como atuação moderna de gestão corporativa, grandes volumes de recursos materiais e humanos estão envolvidos na prática de transformação social. Entretanto, segundo o levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, o volume de recursos destinado a essa prática pelas empresas brasileiras ainda é baixo. Além disso, aponta o levantamento, o trabalho é feito de maneira informal. Este cenário provoca fragmentação das ações, desperdício de recursos e perda de eficiência.

Uma análise atenta das publicações das empresas e de órgãos e organizações do setor revela que, de modo geral, as avaliações de projetos de responsabilidade social restringem-se a identificar a destinação e a forma de utilização do dinheiro investido, bem como o contingente de pessoas atendidas. Mas, raramente se tem notícias sobre análises a respeito de estudos realizados sobre a viabilidade social do projeto no qual a empresa investiu ou está investindo, sobre como os objetivos do projeto são operacionalizados na prática e, sobretudo, sobre o que acontece efetivamente com os beneficiários do projeto.

Para os que almejam o sucesso do investimento corporativo, já existem trabalhos de pesquisas para avaliar os benefícios e resultados obtidos junto aos públicos-alvo, bem como os resultados do investimento, e o retorno de imagem do projeto para a empresa gestora e parceiros realizadores junto aos beneficiários diretos e públicos estratégicos para a empresa.


Cristina Panella
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Professora do Instituto Nacional de Pó-graduação, cientista social pela PUC-SP, presidente da CDN Estudos & Pesquisa, uma empresa do Grupo Cia. De Notícias – CDN. È mestre pela Sorbonne (Université René Descartes - Paris V) em Antropologia Social e Cultural, mestre e doutora pela E.H.E.S.S. - École des Hautes Études en Sciences Sociales em Formação à Pesquisa em Ciências Sociais e Sociologia com ênfase em Comunicação.

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