VENCENDO BARREIRAS
Ao marginalizar a educação formal, o ensino profissional e a pesquisa, nosso país limitou a modernização, a competitividade e, em conseqüência, perdeu a visão do desenvolvimento econômico e auto-sustentável alcançado por países com ainda menos recursos.
O cenário de barreiras e limitações à produção e ao crescimento econômico nacional tem efeito direto na estrutura do comércio exterior, e conflita com a nova realidade da economia mundial.
Para impulsionar o desenvolvimento dos mercados de exportação e importação, é fundamental que o Brasil entre na era das vantagens competitivas. Caso contrário, continuará trocando produção por exportação, até entrar na chamada "síndrome das exportações industrializadas", reflexivamente abordada nesta edição de junho do Newsletter Sustentare pelo consultor, doutor em Comércio Exterior, e professor do INPG Educacional, Nelson Ludovico.
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Boa Leitura!
Nicole da Rosa Gomes
Editora Newsletter Sustentare
Joinville- SC
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INPG Educacional
Fone: 47 3433-4950 joinville@inpgeducacional.com.br
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Nosso governo continua insistindo com a idéia de que nossas indústrias estão conquistando importadores, porém dados fornecidos pela Organização Mundial do Comércio revelam que nosso país estagnou e perde posição no ranking dos países em desenvolvimento; agora caímos de 23º para 24º (já fomos o 15º).
No ano passado nossa participação foi de 1,13% no comércio mundial - pífio para um país como o nosso - que está sendo conduzido pela maciça venda de matérias-primas como minério de ferro, alumínio, carvão, soja, ou seja, energéticos; será que vamos continuar com a vocação de exportadores de matérias-primas? No passado, vivíamos do café, do açúcar, do cacau, da borracha, da madeira.
Se nosso país tem realmente essa vocação, porque então o governo faz retórica que nossa indústria está cada vez mais desenvolvida, que nossos produtos podem enfrentar concorrências? Parece que vivemos num mundo diferente do dele.
Como dados comparativos, a minúscula Áustria que estava em 22º lugar, continua na nossa frente e teve um crescimento de 12,7% ou seja, exportou US$ 140 bilhões, sem considerar que a Suíça, que não planta cacau, é um grande produtor e exportador de chocolate.
A OMC divulgou o seguinte ranking pela ordem de grandeza nas exportações :
| Países |
US$ |
Participação mundial |
Cresc.% |
| Alemanha |
1,1 trilhão |
9,2% |
15 |
| EUA |
1,0 trilhão |
8,6% |
14 |
| China |
969 bilhões |
8% |
27 |
| Japão |
647 bilhões |
5,4% |
9 |
| França |
490 bilhões |
4,1% |
6 |
| Holanda |
462 bilhões |
3,8% |
14 |
| Reino Unido |
443 bilhões |
3,7% |
15 |
| Itália |
410 bilhões |
3,4% |
10 |
| Canadá |
388 bilhões |
3,2% |
8 |
| Bélgica |
372 bilhões |
3,1% |
11 |
| Áustria (23º) |
140 bilhões |
1,2% |
11 |
| Brasil (24º) |
137 bilhões |
1,1% |
16 |
| Tailândia (25º) |
131 bilhões |
1,1% |
19 |
Sabedores de que desde o Governo Vargas, passando pelo de Juscelino, com seu Plano de Metas, nosso país tem avançado com a industrialização e principalmente com a exportação de manufaturados, que teve início em 1970, a balança comercial brasileira tem apresentado crescimento mas se a política cambial continuar, como a que estamos vendo semanalmente, em breve estaremos conhecendo
"a síndrome das exportações industrializadas".
Vários setores industriais estão simplesmente "trocando" produção por exportação, graças ao ACC e ACE, mas muitas delas produzindo acima do valor recebido em reais.
Para relembrar perguntamos: aonde está o "espetáculo do crescimento" tão anunciado? Deve ser porque deixamos de ser o penúltimo colocado no ranking que compara o crescimento na América Latina pois já deixamos para trás o Paraguai, El Salvador e Nicarágua, e já somos o 15º e não mais o 18º, (ou graças à revisão do PIB de 2006).
Em resposta, podemos dizer que uma potência produtiva como a nossa não pode estar nessa posição, ou será que estamos enganados? "Abaixo a desindustrialização do país".
Nelson Ludovico
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Doutor em Comércio Exterior, professor do INPG Educacional, consultor e autor, entre outras obras de "Logística Internacional" (Ed.Saraiva).
joinville@inpgeducacional.com.br
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