PRECISA-SE DE IDÉIAS
Por maior que seja a velocidade das inovações mercadológicas, muitos procuram acompanhá-las. Estar na moda, usufruir de equipamentos tecnológicos de última geração, carros com maior conforto, segurança e melhor tecnologia, estão entre os desejos de nove a cada dez brasileiros. Por quê? Não somente por satisfação pessoal, mas também por auto-afirmação; por mostrar ao meio social em que se vive sua condição de adquirir tal produto, de seguir determinada tendência.
Muitos dependem desta auto-afirmação para viver, bem como algumas empresas são movidas pelas iniciativas de outras, ou do próprio mercado em que estão inseridas. Assim, não se cria, não se inova, apenas se acomoda, se vive na chamada zona de conforto. Sair desta situação não é tarefa simples, é preciso motivação, trabalho em equipe, e criatividade. Com esses ingredientes, as chances de desenvolvimento através da geração de idéias de seus colaboradores aumentam em mais de 100%.
Sobre essa realidade mercadológica, a professora do INPG e consultora empresarial, Gisela Kassoy elaborou o artigo, “O mundo está usando, e você?”. Contribua você também com o Newsletter Sustentare, encaminhando artigos para nicole.gomes@
inpgeducacional.com.br.
Boa leitura!
Nicole da Rosa Gomes
Editora Newsletter Sustentare
Joinville - SC
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INPG Educacional
Fone: 47 3433-4950 joinville@inpgeducacional.com.br
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Fico fascinada com o mundo da moda. Com uma simples expressão "está usando", ou na linguagem coloquial, "tá usando" consegue-se mudar o senso estético das pessoas, ditar indumentárias e comportamentos, fazer pessoas consumirem o novo e abandonarem o velho.
De fato, a sensação de vestir o que "estão usando" consegue unir sentimentos paradoxais de inclusão e originalidade. Quem "está usando" é da turma e é especial, copia, mas é pioneiro. Há aspectos positivos em acatar o que "está usando". Dá segurança às pessoas. Movimenta a economia. Estimula a criação e o desejo de superação. Deixa o mundo mais dinâmico, as pessoas mais surpresas.
O "está usando" não se limita ao setor da moda, (perdão, mundo fashion). Carros, computadores, bebidas e toda uma gama de produtos são consumidos por que todos usam. Você sabia que as gravadoras investem nos conjuntos musicais em função do número de visitas que os sites deles recebem? O mesmo acontece com serviços, inclusive no Business to Business. O "está usando" pode servir para vender Sistemas de Informática, Gestão, Desenvolvimento... Sem falar nas aplicações financeiras, que às vezes se desvalorizam justamente porque atraíram gente demais.
A voz do povo sempre falou tão forte? Segundo Duncan Watts autor do Livro The Science of a Connected Age (a Ciência de um Mundo Conectado) o número de ofertas e informações que recebemos hoje é grande demais e nem todas possuem o grau de confiabilidade que gostaríamos. Assim, as pessoas tendem a se valer de referências pessoais ou quantitativas para fazerem suas escolhas.
Para algum produto, serviço, investimento ou conjunto de rock adquirir massa crítica ele precisa ser bom. Mas o que é bom para alguns não é necessariamente bom para todos. A referência é um critério importante, mas não deve ser o único. Falamos do ponto de vista do consumidor. E do ponto de vista dos profissionais? Adianta fazer e falar o que todo o mundo faz e fala? Será que as empresas não estão precisando de colaboradores que contestem, tragam algo novo? Um dos maiores riscos para uma empresa é a uniformização das percepções. Como inovar sem mentes que pensem de forma diferenciada, visualizem oportunidades, saiam da "caixa"?
Pensemos agora nas organizações Os riscos de se basear unicamente no que "está usando" são muito mais graves para uma empresa, independentemente de seu porte. A estratégia "me too" é perigosa: imagine lançar um produto que já fez sucesso. Os nichos de mercado diminuem, devido à segmentação da concorrência, reduzindo as margens de lucro. Assim, quem chegou em segundo ou terceiro lugar não tem a vantagem de ter um nome construído e só poderá recorrer à estratégia do preço baixo se tiver muito talento para reduzir seus custos. Caso contrário, lá vem prejuízo!
É por isso – e não por que "está usando" – que as empresas percebem a necessidade gerar produtos novos, estratégias de marketing diferenciadas, novas vantagens aos clientes. É preciso levar ao mercado não o que atrai, mas o que vai atrair. Não o conhecido, mas o que vai surpreender. Não importa o que "está usando". Importa o que faremos para que um produto ou serviço seja usado.
Gisela Kassoy
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Professora do INPG, também atua na elaboração e desenvolvimento de Workshops de Criatividade e Inovação, Equipes de Geração de Idéias, Programas de Sugestões, Gestão da Inovação e Formação de Facilitadores.
joinville@inpgeducacional.com.br
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