02 Outubro de 2005 . Joinville
Reflexão e Ação


Editorial

A demanda por conhecimento é premente, e o propósito desta edição do Newsletter Sustentare é relativizar duas componentes em curso: formação acadêmica e desenvolvimento de competências práticas.

A Profa. Dra. Cristina Panella, aborda com habilidade e
contextualização, o grande desafio: unir os dois perfis
(teoria e prática). Neste sentido, o capital cultural exerce um papel crucial.

O INPG vem promovendo uma série de eventos, dentre eles o
Planejamento de Carreira, tendo o propósito de orientar as pessoas e organizações a se tornarem cada vez mais autênticas em suas atuações, promovendo sua transformação num ambiente em constante mutação.

Continuamos a contar com opiniões, sugestões e artigos de toda comunidade INPG.

Boa leitura.

Wilmar Cidral

wilmar.cidral@inpg.com.br

Pós-Graduação
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Fone: 47 3433 4950 joinville@inpg.com.br

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Profa. Dra Cristina Panella

A formação acadêmica clássica gera pensadores. O MBA desenvolve competências práticas. O desafio é unir esse dois perfis.

Por que os alunos acadêmicos e empresas precisam falar a mesma língua.

Por Cristina Panella*

Ao lado a formação que a família proporciona, a educação é um dos principais ativos de que dispomos.
É parte do que o sociólogo francês Pierre Bourdieu chamou de capital cultural, patrimônio que define, em boa medida, a posição que o individuo ocupará na sociedade e na carreira.
Pensada assim, a educação obedecia a uma escala temporal que se sobrepunha á evolução biológica, pois completar os estudos coincidia com maturidade do individuo.
Com isso as opções eram: seguir a carreira acadêmica, caracterizada por uma formação aprofundada, ou ingressar no mundo profissional, em que a capacitação muitas vezes vinha apenas da experiência prática.
A facilidade de acesso aos cursos superiores competitividade do mundo atual fizeram com que a linha da formação individual adquirisse contornos menos nítidos.
Hoje, é preciso analisar o cruzamento entre a importância estimada de uma formação com o valor que o mercado atribui a ela.
No tópico "custos", é necessário pesar tempo e dinheiro.
Por essas razões, a expectativa de um candidato ao MBA é obter,no menor tempo possível e de forma concentrada, os conhecimentos técnicos e as aptidões que valorizarão seu passe corporativo.
De preferência em uma escola cuja reputação assegure um valor adicional à formação.
Do outro lado do balcão, os coordenadores têm de transmitir aos alunos a bagagem necessária para elevar seu passe.
Para tanto, além de atualização constante, exige-se do corpo docente vivência prática, que garanta a transmissão de cases com visões diferentes das que já estão consagradas nos livros.
No fim das contas, o MBA faz com que os profissionais desenvolvam as competências necessárias para exercer tarefas práticas.
O problema é que as empresas esperam contratar pessoas capazes de ocupar posições estratégicas. E é justamente aí que reside a diferença entre a formação acadêmica clássica e a proporcionada pelos MBAs.
No primeiro caso, procura-se formar o pensador.
No segundo, o objetivo é transmitir o "pensado", a arma do profissional.
As empresas precisam dos dois.
E, como em qualquer casamento, é tudo uma questão de ajustar as expectativas.

* Cristina Pamella é presidente da CDN Estudos e Pesquisa.
Doutora em Sociologia com enfase em Comunicação pela École
des Haustes Estudes em Scients Sociales, atua há mais de 20
anos na área de pesquisa.

 

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