25 Setembro de 2007 . Joinville

Como criar, administrar e cultivar o patrimônio intelectual das empresas

A Era do Capital Humano


No cenário global contemporâneo o bem mais valioso das empresas desloca-se da matéria-prima e das máquinas para o capital humano. A afirmação, apontam especialistas em gestão, é válida para todos os setores da economia, inclusive a indústria.
No artigo para o Newsletter Sustentare de setembro o professor Paulo Campos (ESPM, INPG e IDH) é taxativo: o funcionário é o patrimônio mais valioso de uma organização.
Por isso é responsabilidade do gestor, de seu líder imediato, conhecer seu capital intelectual para conseguir um melhor aproveitamento de suas potencialidades. "É preciso investir em estudos, treinamentos e dar um feedback sobre seu desempenho. São atitudes importantes que demonstram o interesse da empresa", detalha.
Claro, a fórmula não é tão simples assim. A questão é que de nada adianta um profissional talentoso, dedicado, que se identifica com os valores da empresa e ao seu lado há um gestor que não consegue aproveitar seu potencial. "Funcionários talentosos precisam de grandes gestores", é o que afirma Paulo Campos. Por isso, é papel da empresa formar este time, onde um Ronaldinho Gaúcho é tão importante quanto um grande técnico.
Boa leitura


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O funcionário é o patrimônio mais valioso de uma organização. Cabe ao líder, conhecer seu capital intelectual para saber como ter um melhor aproveitamento do colaborador e explorar o que ele faz de melhor. Investir em estudos, treinamentos e dar um feedback sobre seu desempenho são atitudes importantes que demonstram o interesse da empresa, assim como a criação de políticas de incentivo para aqueles que atingem metas. Essas são algumas medidas que considero essenciais para o desenvolvimento de um bom profissional e fundamental para a construção de um “patrimônio” sólido.

Segundo dados da pesquisa das Organizações Gallup “O que os melhores gestores do mundo fazem de diferente”, apresentados na Escola Superior de Propaganda e Marketing, 84% dos funcionários no mundo, dizem que o principal motivo pelo qual deixam seus empregos é porque não se sentem apreciados. Esse mesmo estudo também concluiu que funcionários descontentes afastam os clientes com quem se relacionam.

Por esses motivos, cada vez mais percebemos que o fator de retenção dos talentos de uma área, de um departamento e até de uma empresa está intrinsecamente relacionado ao líder direto de cada pessoa. Elas preferem, em primeiro lugar, desafios, é claro que para isso é necessário conhecer o funcionário e criar situações para que ele possa se desenvolver. Atualmente tem maior peso trabalhar em uma empresa que não ganha todos os reconhecimentos do mercado, não remunera acima da média do setor e não está sempre em evidência na mídia, mas o seu líder direto é alguém preocupado com seu desenvolvimento, atento em ser o agente das mudanças e no dia a dia tem uma interação freqüente com os colaboradores.

A função de um gestor é selecionar as pessoas certas para uma atividade, definir os resultados esperados e deixar cada um encontrar seu próprio caminho, sem focar apenas nas fraquezas e só tentar corrigi-las. Além disso, conhecer o time com o qual você trabalha, reconhecer com freqüência, perguntar sempre, entender o que o motiva, sua maneira de pensar, seus valores e talentos, fazem a diferença e contribuem para os resultados positivos da organização.

A conclusão que chegamos é a de que funcionários talentosos precisam de grandes gestores. E gestão de pessoas deve ter como base os seguintes pensamentos: “Trate o outro da forma que ele gostaria de ser tratado” e “As pessoas até podem esquecer o que você fez, mas nunca esquecerão a forma que você as tratou”. Portanto, é importante saber o impacto que você causa no ambiente de trabalho.

A construção de um “patrimônio intelectual” vai além de tornar as coisas mais difíceis para as pessoas trabalharem, é preciso buscar o que existe de melhor em cada colaborador e para essa busca, existem instrumentos que nos auxiliam na exploração de carreiras; no desenvolvimento organizacional, na formação de equipes e na solução de problemas.

"As carreiras, como os foguetes, nem sempre são lançadas conforme o programado. O segredo é continuar a trabalhar nos motores".

Paulo Campos
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Professor da ESPM, INPG e diretor de desenvolvimento da IDH - Instrumentos de Desenvolvimento Humano.

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