A indústria catarinense pretende ampliar osinvestimentos em inovação. Pesquisa da Federação das Indústrias (FIESC)mostra que 81% das 72 empresas ouvidas devem aumentar os investimentosem inovação em relação a 2008. As companhias que não pretendem investir(19%) apontaram como motivos a crise econômica, problemas de caixa e aoportunidade de trabalhar com produtos normais de linha.
Conforme a pesquisa, realizada com empresas de pequeno (13%), médio(45%) e grande porte (42%) de 15 segmentos industriais, o principalmeio utilizado pelas indústrias para manter o crescimento e acompetitividade é a melhoria, a diferenciação e a criação de novosprodutos. Em seguida, aparecem a otimização e a inovação dos processose em terceiro lugar novas estratégias de mercado e marketing. Olevantamento também mostra que para manter a competitividade, a posiçãode mercado e a lucratividade 87% das indústrias planejam investir eminovação no período de 2009 a 2011.
O presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa, afirma que a pesquisamostra a preocupação cada vez maior das empresas em continuarinvestindo em inovação e implementá-la de forma sistemática. "Asindústrias estão investindo cada vez mais porque perceberam que ainovação aliada à gestão tornou-se um diferencial que oferececompetitividade, melhora a produtividade e a qualidade dos produtos,além de reduzir custos e aumentar a participação das empresas nomercado internacional".
O estudo mostra que 77% das empresas já investem em inovação. Aprincipal área contemplada é a de produtos. Para os industriais, aaquisição de máquinas, equipamentos, a infra-estrutura interna(laboratórios, prototipagem) e a pesquisa e o desenvolvimento (P&D)são elementos importantes no processo de inovação, possuindo altoimpacto nos negócios. A pesquisa também mostra que o principalresultado esperado com a realização da inovação é o aumento dalucratividade. Em segundo lugar aparece o aumento da participação daempresa no mercado nacional.
Em relação a fonte de recursos para financiar os investimento parainovação, 93% afirmaram que conhecem agências de fomento. Entre as maiscitadas estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Por outro lado,63% das indústrias utiliza recursos próprios para investir em inovação.Segundo as empresas, há obstáculos para conseguir investir em inovação.Entre eles estão o alto custo para a aquisição de equipamentos,matérias-primas e componentes e o alto custo dos investimentos empesquisa e desenvolvimento.
Mais da metade das indústrias (55,8%) investe de 1 a 2,9% dofaturamento em inovação, 27,9% investem de 1 a 1,9%, 27,9% investementre 2 e 2,9% do faturamento e 19,7% investem menos de 1% dofaturamento. De acordo com a pesquisa, 79% das indústrias possuem áreade pesquisa e desenvolvimento ou um grupo responsável por trabalhar aquestão da inovação. Já 21% afirmaram que não tem.
O percentual de faturamento a partir de produtos lançados nos últimostrês anos variou entre os segmentos de atividade industrial. Asindústrias do vestuário, têxteis, máquinas, aparelhos e materiaiselétricos são as que possuem maior parcela de faturamento provenientede novos produtos.
Fonte: Assessoria de imprensa Fiesc.
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