6 de agosto de 2011

A Síndrome do Capitão América

A Síndrome do Capitão América

Estamos diante um cruzamento histórico, uma mudança de paradigma, uma alteração no status quo na economia mundial. É no mínimo surpeendente vermos a discussão gerada pelo aumento do teto da dívida Americana, a queda de braço política entre democratas e republicanos no congress Americano e, acima de tudo, a cobertura de especialistas e da mídia. O problema não é aumentar o teto da dívida ou não, o problema é a dívida em si. Já é enorme, maior do que o PIB algumas vezes se nós incluirmos a dívida federal, estadual e municipal do país. O problema  é que não há dinheiro para pagar as contas de manutenção da máquina governamental americana, pagar os juros sobre a enorme dívida, e, aumentar a dívida em si, não será a solução. Aumentar o teto da dívida em USD 3 trilhões, notem a quantidadede zeros que contém este número, implicará em efeito captar este valor, encontrar investidores que estjeam dispostos a investir dinheiro com um devedor já não consegue pagar, com taxas de juros baixas que não refletem o risco real da transação.Em uma economia em recessão, com desemprego alto, que terá ainda que aplicar medidas contracionistas, como aumento de impostos, corte de gastos governamentais e possível alta de juros. Como agravante, o país é importador líquido de produtos e apresenta uma média de USD 50 bilhões de déficit comercial mensal, apresentando um total de USD 660 bilhões em 2010 de déficit na balança comercial. Ainda, sem a menor possibilidade de substituição de importados ´por produtos nacionais no curto prazo. Com se os dados acima não bastassem, ainda tivemos uma explosão na impressão de moeda nos últimos 3 anos, mais de 5 vezes em três anos com relação ao que foi impresso em moeda de 1913 a 2007m em quase um século de existência do Banco da Reserva Federal Americana.As agências de classificação de risco americanas vem fazendo um ataque ostensivo ao países e instituições da Europa, com umrigor analítico e uma diligência jamais vista.As mesmas agências que nunca previram nenhuma outra crise ou deterioração de risco de crédito de instituições que realmente faliram. Com o caso do Banco Lehman Brothers ou da empresa Enron, que eram classificadas com AAA. Um rigor excessivo de um lado e uma negligência total em relação ao próprio país. A crise é grave e mesmo que os políticos cheguem a um acordo, que provavelmente chegarão, a dívida americana é insustentátvel e a ecomomia do país terá um periodo de ajustes muito longo à frente. A evidência do enfraquecimento economico do país irá trazer a clsassificação de risco para um nívle inferior do que os fictícios AAA e as consequências para a economia global serão enormes.O dólar deverá subir no primeiro momento por um efeito drenagem e cobertura de contas, para depois perder valor gradativamente pararefletir a fraqueza da economia, dado que não existe lastro de valor intrìnseco na moeda (vomo o padrão Ouro de antigamente). A perda da classificação de risco implicará numa realocação de recursos de reservas de países e isso irá ser como um furação nos mercados financeiros. Existem mais de USD 9 trilhões de dólares em reservas globais que terão que ser realocadas para algum outro lugar no planeta. O Dólar perderá seu status de moeda de reserva e isso poderá afetar as cotações das commodities no mercado internacional que deverá encontrar uma nova moeda de cotação. Diante deste cenário, devemos nos posicionar com muita prudência em ativos líquidos de risco mais baixo possível, no curto prazo.  Ficar muito atentos aos movimentos do mercado para podermos proteger nosso capital. No momento no Brasil, os títulos do tesouro nacional indexados à SELIC ou à inflação são as melhores alternativas.Não adianta fingirmos que não estamo vendo, o mundo está mudando muitop rapidamente e devemos estar prontos para as mudanças. O teto da dívida não é um problema, a dívida e o mau uso do dinheiro sim. O Mercado sempre tende a sofre da síndrome do capitão América, podemos fazer o que bem quisermos que ele virá nos salvar. Só no cinema, na vida real estamos vivendo uma mudança de paradigmas. O Capitçao América não virá desta vez.

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