20 de março de 2012

Ética para todos os dias

Ética para todos os dias

No universo corporativo e na arena política, muito se fala sobre ética e valores, mas pouco se aplica. A distância do discurso para a prática cotidiana dos princípios éticos é quilométrica, embora todos concordem (em tese) que é fundamental priorizar esse tema para construir um país novo – mais digno, justo, coerente. Há inúmeros canais para o exercício e a difusão da ética ao inteiro dispor do cidadão, como a família, a escola, os amigos, o trabalho, a internet. Em todas essas vertentes, deve-se praticar e propagar a ética como a bússola para as relações sociais. É um processo permanente, e que exige paciência histórica, à medida que não traz resultados imediatos.Vivenciamos a era da conectividade. Cada clique gera milhares de informações, a partir das quais se produz o conhecimento que é combustível para mover os obstáculos e atingir as metas que demarcam o dia a dia corporativo. Sem sombra de dúvida, os tempos digitais interferem na questão ética. Hoje, a transparência dos órgãos públicos, dos políticos e das empresas pode ser testada zelosa e democraticamente via internet. Qualquer pessoa pode saber quem foi o deputado que mais usou verbas públicas em favor da comunidade ou, por outro lado, quem teve a campanha eleitoral mais dispendiosa. Isso implica em uma cobrança maior por parte do cidadão, que, por consequência, afina seus parâmetros éticos e (espera-se) leva tal preocupação para a prática cotidiana.Se cada um fizer uma parte, no seu quintal, exigindo atitudes éticas não só de políticos e empresários, mas até do vizinho, haverá um choque de mudança. Os brasileiros têm um elevado grau de criatividade que pode ser empregado a serviço dos valores positivos. Fala-se em crise ética. Pode ser. Porém, a solução está dentro do indivíduo, e não "nos outros", "na conjuntura", no "sistema" ou em abstrações do gênero. Vamos deixar um amanhã melhor para nossos filhos? Depende de nós. Uma frase de Victor Civita, da Editora Abril, pode inspirar o time dos pessimistas: "A resposta costumeira e mais fácil é sempre ‘não’. Esse ‘não’ jamais deve ser aceito enquanto houver motivos inteligentes e imperiosos, que levem a travar uma luta".

César Dohler é economista e empresário e tem MBA Empresarial e MBA Finanças pela Sustentare Escola de Negócios. Este texto faz parte da obra "Primeira Página", lançada dia 17/11 na Livraria Midas, de Joinvillefunction SOswitchMenu() {var el = document.getElementById('bodyDiv');if ( el.style.display != "none" ) {el.style.display = 'none';}else {el.style.display = '';}var el2 = document.getElementById('h2');if ( el2.className == "calHeader goog-zippy-expanded normalText" ) {el2.className = "calHeader goog-zippy-collapsed normalText";return;}if ( el2.className == "calHeader goog-zippy-collapsed normalText" ) {el2.className = "calHeader goog-zippy-expanded normalText";return;}}function SOframeReload() {var f = document.getElementById('soFrame');f.src = f.src;}

Deixe seu comentário!