15 de dezembro de 2011

Gestão Estratégica de Idiomas

Gestão Estratégica de Idiomas

Muito se fala em idiomas, mas pouco se fala em comunicação internacional.E essa é uma das razões pelas quais a gestão de idiomas não merece a atenção necessária e não é vista como estratégica para as empresas.O domínio de um idioma age diretamente na comunicação internacional de um indivíduo e, consequentemente, de uma empresa. Não se trata de um simples “ele fala inglês”, mas sim do poder de comunicação da empresa como um todo, aquele que se transforma em ferramenta para geração de resultados.A comunicação internacional tem seu tripé formado pela comunicação institucional, comunicação oral e  escrita de uma companhia.Enquanto a comunicação institucional e escrita pode ser terceirizada a empresas de tradução, isso já não é tão simples assim com a comunicação oral. Obviamente, sempre há a possibilidade de se contratar uma intérprete. No entanto, não há pessoa melhor para se relacionar com os stakeholders do que as próprias pessoas da empresa, sem os “intermediários” intérpretes.Afinal, comunicação é relacionamento e não há nada pior do que se relacionar indiretamente.Quando se fala de gestão de idiomas, pensa-se logo em bolsas de estudo para escolas de idiomas e eventualmente, algum tipo qualquer de acompanhamento.O que resulta então deste pensamento:1) Os colaboradores não sabem o que a empresa espera deles em termos de idiomas2) A empresa não sabe quanto “cobrar” dos colaboradores em termos de idiomas3) Recursos são gastos e não investidos em bolsas de estudo4) Resultados nem sempre são obtidos satisfatoriamenteNo entanto, quando se fala de comunicação, a gestão deveria ser mais estratégica ao se pensar que um maior poder de comunicação da empresa irá gerar, sem qualquer dúvida, maiores resultados. Até por que, cada vez mais, os relacionamentos comerciais estão se transformando em parcerias e parcerias nada mais são do que relacionamentos, que por sua vez precisam de comunicação.A gestão estratégica de idiomas prevê um trabalho bem mais aprofundado e voltado a resultados. São basicamente 3 etapas:1) Organização da comunicação internacional na empresa – análise ou criação da política de idiomas seguida por uma definição do nível lingüístico ótimo para cada função2) Diagnóstico - avaliação dos profissionais e comparação do resultado com o nível ótimo para a respectiva função, seguido de direcionamento a um plano de desenvolvimento que leve em consideração as necessidades de cada indivíduo.3) Gestão – acompanhamento do plano de desenvolvimento por um profissional experiente e preparado para tal.E qual pode ser o resultado se não uma equipe com alto poder de comunicação internacional?Não estamos falando de milagre, mas sim de uma gestão efetivamente estratégica para uma ferramenta tão poderosa na geração de resultados das empresas.

Silvana Engelbrecht Fioravanti é graduada em letras e com várias capacitações nas áreas de liderança, gestão e comportamento, Silvana é professora há mais de 20 anos. Fundou e dirigiu escola de idiomas por 14 anos e hoje é proprietária da Spin Traduções & Consultoria. 

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