Inovar traz diversos benefícios para a sociedade. Empresas inovadoras faturam mais, cobram valores maiores por seus produtos e serviços e pagam os
melhores salários.
Além disso, têm maior chance de permanecerem competitivas por longos períodos, destaca Eduardo Borba coordenador de uma das únicas pós-graduações em iNOVAção no País, na Sustentare Escola de Negócios, em Joinville, Santa Catarina.
Ele explica que inovação é, antes de mais nada, uma cultura, ou seja, uma forma de pensar e agir, muitas vezes fora da tradicional forma de administrar que tende a padronizar as organizações.
"A inovação requer um modelo mental multidisciplinar que equilibra o lado direito do cérebro que cria e o lado esquerdo que executa/implementa a criação”, indica. Quando estas características são também do fundador ou principal executivo, a inovação ocorre de forma empírica.
“Mas também é possível inovar utilizando ferramentas e metodologias para estimular a criação desta cultura estratégica. É preciso lembrar que deve existir apoio da liderança para, neste caso, transformar uma empresa com visão tradicional numa empresa inovadora”, detalha.
Benefícios
A inovação proporciona resultados qualitativos e quantitativos. “Estas empresas também atraem os melhores talentos e têm mais chances de tornarem-se internacionais e exportadoras. É um pacote tentador para qualquer empresa”, detalha o especialista.
Por isso, o modelo de aplicação da inovação pode variar, mas a cultura inovadora é possível de implantação em qualquer setor. “Onde há problemas e necessidades é possível solucionar e atender de forma criativa. Logo, em todos os setores podem se beneficiar desta cultura estratégica”, sustenta.
Obstáculos
Falta de recursos financeiros e de capital humano apropriado são dois problemas que as empresas precisam equacionar para implantar a inovação. Porém, explica Eduardo Borba, da Sustentare Escola de Negócios, o principal desafio é a mudança de consciência das lideranças empresariais para pensar além do ciclo de vida tradicional - introdução, crescimento, maturidade e declínio - para implantar um ciclo de reinvenção constante.
Em Santa Catarina, em virtude da forte cultura empreendedora, o Estado desponta em inovação. “Porém, ainda cultura da inovação ganha destaque em empresas do setor de Tecnologia de Informação e Comunicação, por utilizarem mais o capital intelectual, do que empresas industriais tradicionais. Outras empresas, da chamada economia criativa, também têm destaque, como por exemplo as de design”, afirma.
Como impulsionar
Em todo o mundo, a educação provou ser o principal indutor do processo de inovação. "Sem conhecimento não há inovação. O Brasil tem um oceano de oportunidades para inovar. Capacitando empreendedores e gestores teremos gradativamente um desenvolvimento socioeconômico empresarial maior e mais sustentável que beneficia toda a sociedade”, indica Eduardo Borba.
Ele explica que existem diversas linhas de fomento, algumas até gratuitas, mas que para os empreendedores terem acesso à elas é necessário conhecimento sobre inovação. "Por isso, a educação, principalmente a continuada como a pós-graduação é fundamental neste cenário”, avalia.
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