O Índice de Confiança Empresarial Sustentare (ICES) apresentou uma recuperação na média geral no segundo trimestre do ano, mas houve queda acentuada nos subíndices para a economia brasileira. O questionário da pesquisa foi respondido por empresas de Joinville, Blumenau e região.
O índice do segundo trimestre foi de 38,68. No ICES, o índice varia de 0 a 100. De 0 a 50 considera-se que a confiança está pior, acima de 50 o indicador reflete um ambiente de maior otimismo. No primeiro trimestre, o ICES foi de 35,94. E no mesmo período do ano passado, estava em 43,11.
Esta deterioração alarmante foi registrada em subíndices como os de taxas de juros, taxas de câmbio, inflação e perspectivas para a economia brasileira.
O subíndice de intenção/necessidade de novos investimentos também caiu, de forma vertiginosa também, em linha com os demais indicadores, saindo de 32,90 para os atuais 28,04 nesta edição.
“Isto denota, com clareza, a falta de clareza para se investir na economia neste momento", avalia Ricardo Torres, coordenador do ICES.
Outro fator preocupante, analisa o professor, é o nível de lucratividade, que, pela quinta vez desde a criação do ICES apresentou um resultado negativo. “Porém, desta vez, foi um resultado muito negativo”, comenta.
O subíndice sobre a economia nacional continua profundamente em território negativo, melhorando ligeiramente neste trimestre, de 25,32 para 25,84.
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