A política normalmente não desperta grande interesse na população. No Brasil, temos o agravante do descrédito dos políticos. Escândalos sucessivos envolvendo homens públicos, como a venda de voto de deputados, afastam ainda mais o cidadão comum do mundo da política.
Fenômeno compreensível se considerarmos a história recente do País. Tivemos um Presidente da República afastado do cargo por corrupção, um presidente do Senado renunciando para escapar da cassação e o recente escândalo conhecido como “mensalão”.
Porém, o desinteresse dos cidadãos pelo processo político, gera um enorme prejuízo para a sociedade. Queiramos ou não, a cada eleição teremos um presidente da república e um Congresso Nacional; um governador e uma Assembléia Legislativa; um prefeito e a Câmara de Vereadores. Esses cidadãos eleitos decidirão nosso futuro.
O desenvolvimento da nossa cidade, a preservação do meio-ambiente, a mobilidade urbana e tudo o mais que diz respeito ao nosso dia-a-dia, será decidido por aqueles que lograrem êxito nas urnas.
Gostando-se ou não da política, faz-se urgente a maior participação. Somente através de um envolvimento efetivo, conseguiremos mais qualidade de vida para nós e nossos filhos. Analisar criteriosamente os postulantes a cargos eletivos, buscando informações sobre seus projetos, sua vida pregressa, idoneidade, objetivos e ética, nos possibilitará formar um juízo de valor, e assim, aumentar as chances de votar numa pessoa que esteja realmente interessada no bem comum.
A nós compete, também, exercer o papel de formadores de opinião, auxiliando aqueles que não possuem acesso a informações, e caem facilmente nas armadilhas do marketing político.
O voto consciente precisa ser exercido, de fato, com os famosos pés-no-chão. Não se vota com consciência sob influência de terceiros. A consciência, neste caso, tem que ser individual. A grande responsabilidade cabe a cada eleitor. A cidadania só é legitimada pelo voto direto à medida que o eleitor não seja influenciado.
Votar, acompanhar e cobrar os candidatos eleitos, mais do que um direito, é dever e obrigação.
Rodrigo Fallgatter Thomazi, advogado e empresário.
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