27 de agosto de 2008

Base para o Crescimento e Sustentabilidade

Base para o Crescimento e Sustentabilidade

A base para o crescimento e o desenvolvimento de uma economia é a existência de recursos financeiros para que se possa investir na melhoria e expansão das condições de produção das empresas, ou para melhoria da infra-estrutura da sociedade com investimentos em educação, saúde, segurança e transportes.

Por outro lado, não podemos esquecer que a decisão sobre o quanto investir, bem como as decisões sobre consumo e poupança dos agentes econômicos, depende, em grande medida, das expectativas sobre o futuro da economia. Desta forma podemos afirmar que o investimento compartilha com o consumo e a poupança a idéia de chegar a um meio termo entre o presente e o futuro.

Isto significa dizer que ao se fazer um investimento de capital, a empresa empenha seus ativos correntes no aumento de sua capacidade produtiva para poder auferir lucros no futuro. Do ponto de vista empresarial isto significa pagar menos dividendos aos acionistas hoje, para que possam ter retornos maiores no longo prazo.

Aí surge o conceito da poupança. Pessoas físicas renunciando ao consumo hoje, ou seja, poupando, para poder consumir melhor amanhã, ou utilizando seus recursos para fazer aflorar o seu espírito empreendedor. Ou empresários abdicando de parte do lucro hoje, para garantir a sustentabilidade do seu negócio ao longo do tempo.

Essa característica poupadora é o que enxergamos em países industrializados, como o Grupo dos Sete (sete maiores economias industrializadas) que apresentam uma renda per-capita anual entre 30 e 45 mil dólares. Já no caso dos países emergentes mais promissores que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a renda per-capita anual varia de 820, que é o caso da índia, a 5.770 dólares, caso da Rússia, segundo estatísticas de 2006 do Fundo Monetário Internacional.

Por sua vez, o Brasil, segundo as mesmas estatísticas, apresentou uma renda per-capita de US$4.710 em 2006; abaixo da média mundial que foi de US$7.448, ou então 17% da renda média do norte-americano. Isso representa uma necessidade substancial de investimentos nos próximos anos, para que o brasileiro possa ter uma condição de renda semelhante ao do morador nos Estados Unidos.

E é dentro deste contexto que vemos o Estado de Santa Catarina, cuja base da sociedade foi formada por culturas tradicionalmente poupadoras, se despontar ao longo das décadas como o berço das mais importantes indústrias brasileiras.

Segundo levantamento realizado pela Federação das Indústrias (FIESC) as indústrias de Santa Catarina pretendem investir em torno de R$6 bilhões no triênio 2008-2010.
Estes investimentos estarão sendo direcionados para: a modernização e ampliação da produção; atualização tecnológica; aumento da capacidade produtiva; a inovação e o desenvolvimento de novos produtos; e ganhando novos mercados.
Isto fará com que a renda per-capita no Estado aumente em aproximadamente R$38 bilhões (US$24 bilhões), ou seja, um incremento na renda do catarinense em mais de 30%.

Deixe seu comentário!