14 de setembro de 2018

Confira como foi a palestra com o economista-chefe do Banco do Brasil na Sustentare

Confira como foi a palestra com o economista-chefe do Banco do Brasil na Sustentare

O economista-chefe do Banco do Brasil, Ronaldo José Pereira Távora, palestrou nesta quinta-feira (13), na Sustentare Escola de Negócios. Na pauta estiveram temas como o cenário econômico, previsões e tendências para a economia mundial, brasileira e regional até 2023. Além disso, Távora ressaltou mega tendências comportamentais que devem ditar os rumos dos negócios e que, portanto, devem ser levados em consideração pelos empreendedores.

“Esse evento conjunto, da Sustentare, do Núcleo de Negócios Internacionais e do Banco do Brasil uniu forças para abordar um tema super atual, em um momento propício”, ressaltou a presidente do núcleo da Acij, Maysa Fischer.

O evento contou com um público de mais de 100 pessoas, e superou as expectativas dos organizadores e do público presente pela contribuição dada pelo economista em um momento de tantas incertezas no campo político e econômico.

Dado o cenário brasileiro, Távora antecipou que neste período pré-eleitoral, o mercado já está mudando ao sabor das pesquisas de intenção de voto e para quem tem negócios que dependem do dólar é preciso se preparar para essas oscilações. Ainda conforme o economista, passada a eleição, é possível projetar “três cenários a partir escolha da sociedade por um candidato mais reformista (preferido pelo mercado), um governo quase reformista (amigável ao mercado) ou não reformista (não amigável, que deverá implicar em aumento do câmbio).” Mas Távora já avisou de antemão que não diria quais seriam esses candidatos e de quais partidos seriam.

Ainda analisando o contexto doméstico, o economista-chefe do BB destacou algumas conquistas, como a queda da inflação e a queda da taxa de juros, e antecipou que o spread bancário pode cair se a taxa Selic não aumentar.

Com relação à conjuntura internacional, Távora apresentou as projeções de crescimento do PIB mundial num horizonte de cinco anos, destacando as projeções para os Estados Unidos (maior economia mundial), para a China (principal parceira comercial do Brasil, cuja a economia afeta diretamente o preço de commodities) e também para a vizinha Argentina (outra grande parceira comercial que enfrenta muitas dificuldades). Além disso, o economista destacou outro ponto de atenção: a guerra comercial entre EUA e China e a corrida tecnológica e bélica dos dois países, uma questão complexa que também pode afetar os rumos da economia mundial e, consequentemente brasileira.

Já quanto ao cenário regional, o palestrante destacou a importância de Joinville e região. “Juntando 26 cidades da região como se fossem um município, teríamos o 1° PIB do Estado e esta seria a 12° cidade mais rica do país, com uma renda per capita de R$ 33 mil, muito acima da média nacional”, analisou.

Com relação às chamadas mega tendências, Távora enfatizou a previsão de um mundo cada vez mais urbano. “A previsão é de que, em 2050, 70% das pessoas vivam nas cidades e não no campo. Mas para se ter uma ideia, em Santa Catarina esse número já é de 84%”. Na contramão disso, destacou a necessidade de produção de alimentos e, portanto, a tendência de investimento em novas tecnologias no campo do agronegócio, com máquinas guiadas por mecanismos de geolocalização, por exemplo, e até mesmo produção de carne em laboratório (destacando que já existem pesquisas nos EUA). “Não tem como o agronegócio dar errado, e o Brasil já ocupa uma posição de destaque neste segmento”, ressaltou.

Outra tendência, segundo Távora, diz respeito aos empregos. “Estima-se que um terço das crianças de hoje atuarão em profissões que sequer foram criadas. O desafio é: como prepará-las para o mercado?”, indagou.  Ainda com relação à preparação profissional, destacando o aumento do uso de Inteligência Artificial, enfatizou que os profissionais deverão fazer a si mesmos a pergunta: no que as máquinas não podem nos substituir? “É preciso pensar em características essencialmente humanas como empatia, criatividade e pensamento crítico”. E concluiu a palestra com uma provocação para o público presente repensar seus negócios para buscarem diferenciação no mercado, levando em consideração que as novas gerações estão em busca de uma experiência, e não mais nos tradicionais valores como preço e produto.

 

Texto:

Mariana Pereira

Assessora de imprensa da Sustentare

(47) 99183-5573

Deixe seu comentário!