29 de maio de 2014

Primeiro trimestre derruba indicador de confiança do empresário de Joinville

Primeiro trimestre derruba indicador de confiança do empresário de Joinville

Os resultados do Índice de Confiança Empresarial Sustentare (ICES) para o primeiro trimestre de 2014 apresentaram considerável deterioração no nível de confiança dos empresários da região Norte de Santa Catarina, com visível perda de confiança no ambiente econômico do País.
O ICES 1º trimestre 2014 apresentou resultado de 48,49 - ou seja, já entrando no campo negativo, abaixo dos 50 pontos. "Neste início de 2014, com copa do mundo e ano eleitoral no Brasil, o sentimento negativo se estabeleceu desde o princípio”, avalia o professor Ricardo Della Santina Torres, coordenador do ICES. Os setores de serviços e comércio apresentaram forte deterioração em relação ao trimestre anterior
Dois fatores apresentaram mudança bastante negativa e de grande preocupação: menor necessidade de investimento e queda substancial no índice de lucratividade das empresas.
"O fator preocupante de uma menor necessidade de investimento são as razões que embasam o resultado, onde a falta de segurança no resultado não justifica o investimento, desta forma, bem nocivo à continuidade rumo ao crescimento”, explica. Nos índices anteriores, sempre havia o desejo e a necessidade de se investir.
"O segundo fator preocupante, o nível de lucratividade, pela primeira vez desde a criação e apuração do ICES apresentou um resultado negativo. Os empresários da região têm um histórico muito positivo em sua habilidade em obter a manutenção da lucratividade das empresas diante todas as dificuldades que os mercados apresentam. Desta vez, a apuração das respostas nos apresenta uma situação nova, nada positiva, onde as empresas neste início de ano sentiram um forte comprometimento de sua lucratividade”, aponta.
Neste trimestre, houve uma consolidação na expectativa positiva em relação à economia europeia e uma acentuada deterioração na expectativa em relação à economia brasileira.

EXPECTATIVAS
O indicador apresentou uma significativa queda nas expectativas, aprofundando ainda mais o território negativo, caindo de 44,93 para 42,03. "Reflete a grande preocupação com custos, inflação, instabilidade das taxas de juros em patamares atuais e uma deterioração no valor da moeda nacional ante ao dólar americano”, conclui o pesquisador.

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